Rodrigo Rosenfeld Rosas

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Eu de chapéu Sabrina e Rodrigo

Eu sou um apaixonado por música, surfe, ciência e tecnologia, além de minhas adoráveis esposa e filha, é claro.

Desde garoto, sou curioso e tento entender como funcionam as coisas, como máquinas, a vida, o planeta, instrumentos, psicologia humana e todo o mais que me atiça a curiosidade. Ou seja, eu fui uma criança típica. E, como toda criança, o principal meio para procurar satisfazer a curiosidade é a experimentação. Isto envolvia desmontar (e montar) meu relógio, todos os equipamentos estragados (mais alguns que ainda não estavam estragados), tentar consertá-los e procurar criar o que viesse à mente, como uma cabana, misturar elementos para ver no que dava (que futuramente eu entenderia que se trata da ciência Química, que coincidentemente é a formação de minha esposa Sabrina), além de criar músicas.

Rodrigo com o cavaco

Devo confessar que não era bom em nada disso, exceto talvez com os relógios e alguns equipamentos eletrônicos com mal contato, mas isto tão pouco importava. O resultado final interessava-me menos que o aprendizado. Por algum motivo, depois desta fase, estranhamente, as escolas parecem criar uma associação nos garotos de que o estudo é algo chato e muitos afastam-se da ciência, justamente quando começam a estudar nas escolas.

Rodrigo com o violão

Esse não foi o meu caso. Apesar do desestímulo provocado pelas escolas (e eu já estudei em várias delas na minha infância, portanto o desestímulo não é pontual), eu sempre fui curioso e continuo sendo. Eventualmente, acabei dedicando-me mais a algumas áreas específicas e perdi a generalidade que tinha na infância. A escola nos suga muito tempo, sobrando pouco para praticarmos ciência, estudando e experimentando com métodos científicos.

O interesse pela eletrônica me fez escolher cursar eletrotécnica na então Escola Técnica Federal do Espírito Santo - ETFES (posteriormente chamada CEFETES, e atualmente IFES). Infelizmente não havia um curso específico de eletrônica e fui obrigado a estudar motores e instalações elétricas residenciais, entre outras disciplinas nas quais não tinha o menor interesse e sabia que nunca utilizaria aqueles conhecimentos em minha vida após a formação.

A mesma experiência foi reforçada quando decidi fazer Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES. Infelizmente, a UFES não tinha (e ainda não tem) um curso de Engenharia Eletrônica que era o que eu gostaria de ter cursado na época.

Rodrigo na Rails Summit 2009

Desde muito antes destas escolhas, com cerca de 10 anos de idade, meu pai incentivou-me a estudar sobre computadores. Ele era sócio de uma empresa na área de informática, e observando meu fascínio pelos computadores e eletrônicos, de um modo geral, inscreveu-me em diversos cursos, como DBase3/DOS, Clipper, Delphi e outros ao longo do tempo. Interessantemente, nenhum dos cursos que fiz foi a base do conhecimento que adquiri com computadores. A maior parte veio de experimentação e pesquisa por conta própria. Os cursos seguiam os modelos tradicionais das escolas, procurando mostrar receitas prontas, em vez de explicar os conceitos por trás do código que mostravam.

Meu interesse por computadores fez com que eu ficasse na dúvida ao escolher uma formação profissional. Foi assim quando precisei decidir entre Eletrotécnica, Mecânica e Processamento de Dados na Escola Técnica. E o mesmo aconteceu ao escolher entre Engenharia Elétrica, Engenharia de Computação e Ciência da Computação na UFES. A lógica que utilizei nessas escolhas é que eu me interessava por todas essas áreas, mas que algumas delas eu teria condições de estudar sozinho.

Rodrigo e Sabrina em Santa Teresa

A Mecânica infelizmente ficou abandonada, nessas escolhas (por isso é que eu queria tanto fazer Mecatrônica na época), mas pelo menos consegui aprofundar-me em Eletrônica e Computação. Eletrônica é uma ciência muito complicada para se aprender sozinho, diferentemente da Computação. Por este motivo, decidi utilizar o tempo da minha formação especializando-me em Eletrônica, enquanto continuava estudando Computação por conta própria.

Como autodidata, aprendi muito sobre sistemas operacionais e programação de um modo geral, experimentando ao longo dos anos diversas linguagens de programação, passando pelas compiladas, como Clipper, C/C++, (Object) Pascal, Assembly e Java, até linguagens interpretadas como Perl, Matlab, Scilab, shell scripts, VBScript, Ruby, Groovy e Javascript. Confesso que ainda não tive interesse em conhecer linguagens puramente funcionais, como LISP e Haskell. Li também um pouco sobre o Scala e parece ser uma linguagem interessante para o que se propõe.

Tive ainda um pouco de curiosidade para conhecer PHP e Python, mas não vi nada que acrescentasse em relação às outras linguagens que já conhecia. Não suporto a idéia de ser obrigado a organizar meu código de um certo jeito (a indentação obrigatória de Python e falta de um terminador de bloco) e acho que PHP foi criada para ser uma alternativa ao ASP, incentivando um código que é uma mistura de HTML com lógica de programação, o que é péssimo para manutenção de um sistema. Posteriormente, surgiram frameworks para o PHP para facilitar um modelo MVC, inspirado no Rails e outros, mas não vejo nenhuma vantagem destes com relação aos originais.

As linguagens às quais mais me dediquei em aprender foram C, C++ e Ruby, embora tenha tido bastante experiência com Delphi e Perl com alguns trabalhos que realizei. E como Ruby é minha linguagem favorita, no momento, a maior parte dos artigos técnicos deste site falarão sobre Ruby e Rails, meu framework favorito para desenvolvimento para web.

Sobre o site

Por que mais um site/blog?

Boa pergunta. De fato, felizmente, existem excelentes fontes de conhecimento disponíveis na web sobre as mais diversas tecnologias, principalmente na área de informática e programação. Eu mesmo assino notícias de diversos blogs que acompanho diariamente escrito por pessoas realmente espertas. Então, trata-se de uma pergunta válida: por que mais um?

Acontece que cada indivíduo possui sua própria experiência, acumulada ao longo do tempo e observa de modo diferente uma mesma situação observada por outro indivíduo. Além disso, cada um tem sua forma de relatar esta experiência. Da mesma forma, cada indivíduo aprende melhor com um tipo de escrita diferente. Por isso, acredito que não há limite para a quantidade de informação disponível, seja em livros, sites ou blogs.

Por que não um blog tradicional?

A tendência é muito forte para a construção de blogs. Eu entendo perfeitamente, pois através deles, é possível que uma pessoa não técnica na área de web design possa expressar suas opiniões e compartilhar informações facilmente. Mas será que esta é a melhor opção para aqueles que não têm dificuldade em organizar seu conteúdo em sites personalizados?

Eu nunca gostei muito de blogs. Primeiramente, não gosto do nome "blog", mas este não é o principal motivo. Um blog não deixa de ser um site, mas de acordo com os modelos que vi de site que se auto-denominam blogs, associei este conceito a uma forma de organização de um site. Neste modelo, os artigos são tratados como algo rapidamente descartável, de vida curta. Esta não é minha intenção.

Além disso, a busca por novos artigos é favorecida, mas em contra-partida é dificultado o processo de encontrar notícias antigas. A organização é realizada puramente por data ou, adicionalmente, por "tags", que não dizem muito. A idéia é que um artigo deveria ser atualizado com pouca frequência e que seja natural que ele fique obsoleto. Definitivamente, este não é o projeto que tenho para meu site.

No entanto, os blogs também têm boas idéias, sendo a principal delas, em minha opinião, a disponibilização de feeds de notícias. Com elas, é possível acompanhar as novidades que estão sendo escritas por alguém ou organização em um agregador de notícias, sem a necessidade de acessar frequentemente um site/blog ou ter que se inscrever em listas de correio eletrônico. A segunda melhor idéia é a da interação com os leitores na forma de comentários. Isto possibilita ricas discussões, onde todos os leitores beneficiam-se.

Enfim, este site está organizado da forma que acredito ser a mais eficiente para organizar diversos conteúdos. Espero que encontre algo de valor nos conteúdos e ficarei contente em discutir estes assuntos através dos comentários.

Boa leitura!